Por Karen Chayene.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

E eu tão só. #

Eu tinha vontade de guardar cada coisa sua, deixar tudo em vídeo pra que depois eu pudesse ver e rever, e olhar de novo, como se eu tivesse vivendo você mais uma vez. Mostrar pra quem eu quisesse como você era, mais porque fazer isso? Você era tão pouco minha pra eu dividir! Só pra mim. Se eu contasse como nós “vivíamos” me chamariam de louco por estar assim. Eu vivia com você, mas você, criança, intacta, neutra, rara, feita de pedra translúcida, você não vivia comigo. Só nós dois sabíamos onde e como estávamos. Nos encontrávamos nas esquinas de olhares estranhos, naquele clichê de “caladas da noite”. Ela era minha, e eu somente dela, como eu acreditava nisso. Mas acabou. Mas não como das outras vezes, de idas e vindas, dessa vez acabou. Nada de voltarmos como se nada tivesse acontecido, nada de muito amor. Ela simplesmente foi. E eu fudido, fiquei. Tão dependente dela eu assim me encontrei, puta merda e porque? E como, e quando foi isso? Quer saber? Tá uma miséria isso tudo, tô bebendo muito, e tô fumando que nem uma caipora. Agora você entende o aspecto viver de aparência, criança? Você me sustentava, fazia eu não estar nem aí pra esse mundo de merda! Eu era só seu, e seu mesmo. Não, eu não era, eu sou! Mas hoje eu não tenho mais você pra me dar! Eu rolo na cama de um lado para o outro, eu vivo cheio de olheiras, como se fosse uma daquelas maquiagens definitivas, sabe como é? Eu peguei o meu (seu) amor e joguei ao léo, quem quis levou. Mas não tem nada não, criança, qualquer dia desses não tão perto, eu aprendo, deixo de viver assim, quer dizer, de agir assim, porque isso não é vida. Um dia eu faço a barba, eu jogo o cigarro fora, paro de beber então, tomo um banho e vou de peito aberto procurar o teu amor, por onde for!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vai - Ana Carolina.#

Vivi pra você
Morri pra você
Pois então vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
Pois então vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dúvidas .#

Digamos que sejam esses seus trejeitos de me deixar sem raciocínio, gaguejando.  Ou quem sabe essa sua calmaria toda. Talvez seja você mesmo me testando. Ou até a sua mania chata de puxar meus cabelos, de reclamar das cores fortes pintadas nas minhas unhas, ou quem sabe das minhas roupas, você adora reclamar delas. Talvez seja só o seu medo mesmo. Ou os seus cuidados exagerados, junto com os seus ciúmes exagerados também. Deve ser o seu jeito fútil de falar da vida alheia. Ou quem sabe a tua insegurança. Quem sabe seja o meu calor maior que o teu.  Talvez seja seu sorriso tão perfeito. Ou apenas os meus olhos.  Deve ser saudade. Amor. Deve ser tanta coisa! Quem sabe, talvez, deve ser  a falta de nós.

Vá! .#

Quer saber? Faz tempo, mas muito tempo mesmo, cara, que eu tenho tentado me despedir de você [é, parece que eu to ouvindo você dizer: Toda a vez faz tempo, que você vem tentando!], mas você nunca vai. E acho que isso só irá acontecer no dia em que eu morrer, se é que só assim irá resolver. Você vive preso nos meus olhos e aonde quer que eu vá, eu ando te procurando. E pra que eu escrevo? Se escrever pra colocar pra fora tudo que eu quero gritar, é o mesmo que tá falando pra você? Só. É como eu vivo, desde que comecei a amar você. E a culpa é sua, eu sou responsabilidade sua, responsabilidade do que você cativou. Sou seus erros e defeitos. Sua felicidade de fachada. E o pior, é que eu sofro essa sua vidinha medíocre. Você sabia que eu seria sempre sua, como fui ontem, como fui hoje e como iria ser amanhã, e depois, e depois... Mais você, você... Que caos que eu ando. Eu quis ir te buscar, sabe? Te dá uns tapas, fazer você enxergar. Mais enxergar o que? Se nem eu consigo ver um palmo na frente do meu nariz? E eu que pensei que amor fosse a coisa mais linda desse mundo de meu Deus, doce ilusão garotinha! E se eu te encontrasse? Eu sei a resposta, essa minha pose de “macho” iria sumir como poeira na frente do ventilador. Eu queria que você tivesse ouvido todas as vezes que eu cantei sozinha debaixo do edredom “Estranho seria se eu não me apaixonasse por você / O sal viria doce para os novos lábios /Colombo procurou as índias, mas a terra avistou em você ”. Rum [risos] eu cantava pra mim, e só hoje eu percebo isso. Foi tudo por você. E me dói ver que você é assim: Inconsequente demais. E nem tampouco verdadeiro. E por que junto com a minha despedida de você, não se vai também os meus [seus] costumes seus? O singelo piscar de olhos, o eterno ciúme do que não é mais meu? Eu não tenho esse direito! Vá, pode ir! Leve tudo, por favor, faça pelos menos isso! Leve os sorrisos, as caminhadas, leve as lembranças também . Porque tudo que eu quis, foi tudo que você não quis. E aí, só fica o vazio mesmo. O oco! A ilusão minha de você “meu”.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fronteiras.#

E se Deus há um tempo atrás tivesse sentado do meu lado e me contasse tudo que iria acontecer, certamente eu poderia até duvidar de Deus. E quer saber eu não queria o que ele tinha reservado. Capaz que uma moça do interior tão pouco corajosa mudasse tanto. Que iria deixar tantas pessoas, histórias e certezas para ir rumo ao desconhecido? Jamais eu sozinha teria a audácia de sonhar com tudo isso. Se há um ano atrás eu pudesse saber tudo que me aconteceria eu não teria saído de lá. Não teria sequer coragem de colocar a ponta do nariz pra fora da porta. Mas cá pra nós. Uma confissãozinha... Vim sem coragem. Vim no susto! Quando dei por mim já estava completando minha primeira semana. Um mês... Outro mês, e a vida mudando. E assim eu fui, e fui muito! Cada dia um novo dia. Uma nova oportunidade. Cada dia uma saudade diferente. Uma falta. Um aprendizado. Tanta coisa passou. Tantas outras vieram. Tantas outras finjo não ver. Mudar é um processo lento. Um processo caro, doloroso e quase invisível. A gente não acorda de um dia pro outro e diz que mudou. A gente só percebe que as coisas estão diferentes quando você mesmo se olha no espelho e se pergunta: -Ei quem é você? E aí eu nem tenho mais a resposta. Só sei que o sotaque continua carregado. Que água ainda tem que ser do filtro de barro. Que saudade de casa divide a vontade de conquistar o mundo. Que os amigos de verdade permanecem. Que os novos a gente conhece um pouquinho a mais cada dia. Que o amor chega, ô se chega. E que a paciência... Bom a paciência é a virtude mais bonita que um ser humano pode ter. Que eu nunca tinha experimentado isso. Esperar um pouquinho mais pra ter alguma coisa melhor. E que Fé.. ou se tem, ou não tem... E que quem não tem, tá lascado! Eu jamais vou esquecer de onde vim, de onde sou, quem eu tenho. Jamais deixarei de lado as lembranças bonitas dos últimos... “alguns” anos. Mas também sei que a vida está só pulsando. E que a cada batida ela me convida ainda mais pra perder o fôlego. Então que seja assim. Que seja tudo no mínimo: Encantador.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Eu fico.#

Olha se você me pedir para ficar, eu fico. Juro que fico! Que nem quando Dom Pedro declarou que não teria mais laços com Portugal e imortalizou o dia do Fico (risos). Mas para isso acontecer você tem que me pedir com vontade.  Tem que vir aqui. Tem que bater na porta. Tem que olhar nos meus olhos. Eu não quero telefone, já te disse que não gosto disso. Se você achar que vai te faltar tanta coragem, eu te ajudo. Eu sou super corajosa. Te espero ali no portão. Contando os milésimos até você chegar. Prometo que estarei pronta e te esperando, não vou me atrasar. Mas você tem que me prometer que vem. De verdade! E se você ainda quiser, aprendo a escrever bonito, aprendo a falar sobre política, cinema, teatro e até futebol. Me esforço para torcer pelo seu time em dia de decisão (não, isso não dá!) E se você achar mais, achar que está na hora de abandonar essa vida sedentária, eu pratico esportes. Eu vou pra academia. Eu aprendo a me alimentar melhor. Mas tudo isso se você me pedir. Eu entro nesse barco com você. Aprendo a remar. Faz tempo que estou querendo isso. Sozinha não quero nada. Quero junto. Deixo meu cabelo crescer de novo e até aprendo a cozinhar. Se você me pedir, eu abandono esse tal de passado e só penso no nosso futuro. Me pede, entra logo nesse barquinho comigo. Eu fico.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

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E até quem me vê lendo o jornal na fila do pão, sabe que eu te encontrei.

Espera.#

Houve um tempo em que achei que você não vinha. Enfeitei tanto a casa para sua chegada. Colocava flores e música. Sentava no sofá e retocava o batom todos os dias. Como uma rotina. Mas nada. Tudo que chegava não passava de ventos que bagunçavam toda a sala que estava a sua espera, colocavam poeiras nos móveis. E depois iam embora deixando tudo pelo chão aos cacos. Me fazendo reconstruir cada parte. Gastando tempo, coração, e paciência. Mas eu continuei orando para que um vento se transformasse em brisa e perfumasse o ambiente. Continuei acreditando. Até o dia que desacreditei de tudo. E resolvi levantar daquele sofá. Tirar as flores, a música e o batom. Bendito foi esse dia. Levantei com vontade, com querer. Que quando você chegou eu não tinha mais nada preparado. Nada enfeitado, nada arrumado. Quis tentar arrumar tudo as pressas, mas não foi preciso. Você tocou em meus ombros e disse que gostava de tudo como estava. Que gostava do sorriso sincero, da risada engraçada, do jeito de conduzir as coisas. Eu olhei com um jeito de quem não acreditava no que via. E nem no que sentia (e você como sempre me perguntando porque eu te olhava com aquela cara de boba pra você). Você vinha de outros mares, outras histórias, outro mundo. Vinha de passos apressados, de coração grande, de braços abertos. Você vinha dia a dia em minha direção sem dizer nada demais. E do nada demais, virou tudo demais. De repente me vi ali, sem saída, sem ter como voltar, sem querer voltar. Somente ir. Olhando para até então, o oposto de tudo que veio antes. O oposto de tudo que já tinha chegado e transformado. Olhando pra todas as qualidades que sonhava mas que nunca teve um rosto ou um endereço exato. E agora eu não precisava mais de esperar. Eu só precisava de paciência. Daquela paciência que todos os dias Deus sussurrava em  meu ouvido. Eu sei que estou pronta. Sei que é você. E mesmo que ninguém mais saiba, que entenda, ou até mesmo aceite. Vem você me dizer que também sou eu. E pronto, posso quase tocar em toda essa cumplicidade.
Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. ( O Pequeno Príncipe )

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Antes de tudo.#

Ele estava ali. Muito antes de eu chegar. E fico me perguntando, será que quando te olho, você também se sente paralisado? Porque é assim que me sinto. Quase sem ação alguma. Sem voz. Sem chão. E você já percebeu, né?  E nem sei disfarçar. Não sei esconder o riso que fica querendo sair do canto da boca e ganhar a face inteira. Basta você chegar pra eu sentir o coração vir bater na palma da mão, (quanta “melosidade”). Você nunca me beijou. Nem me tocou. Mas sinto como se já te pertencesse há muito tempo. Foram tantos amores que nunca foram meus. Mas mesmo você não sendo meu. Sinto como se já fosse. Vem diz pra mim que isso é loucura, e que você também não quer. Resiste. Se entrega. Rodopia. Faz dessas sensações algo inédito dentro do peito. Me olhe, me contemple, me admire. Faz de mim o reflexo do que vejo em você. E se fosse antes? Se a chegada fosse antes, me diz o que faria? Então, esvazia essa alma, lave com água limpa e venha. Eu guardei pra você algo que nunca mostrei. Guardei nas minhas orações. Mesmo ainda não te conhecendo, nem te tendo. Mas agora eu sei, eu fecho os olhos e sinto. Vem de você essa alegria toda pra acrescentar com a minha. Ah, como são normais seus sorrisos, suas piadas, seu charme. Tudo vem tão natural, tão real. Me diz quem é você que não se preocupa com as roupas ou com o cabelo. Mas que sempre que surge é tão bonito. Revela se você treina todas essas gargalhadas antes de soltá-las. Ou se é tão espontâneo como seus olhares quando cruzam com os meus. Me envolve, se envolve. Junte os seus aos meus desejos. Venha ser feliz aqui. Deixe rolar, acontecer, florir.

O Zé e a Menina.#

O Zé encantou a Menina pelos olhares quase que despercebidos. Olhares que sabiam o que o coração falava docemente. E a Menina não podia esconder do Zé seus pensamentos. Era impossível dizer uma coisa e sentir outra. E o Zé logo percebia a voz trêmula da Menina que tentava disfarçar com risadas. Percebia no toque das mãos quentes que aquecia as mãos geladas dela. Ela não aprendeu a ter diálogos distantes dele. Qualquer palavra dita era preciso um toque. Era preciso um esbarrão. Um carinho descompromissado. A Menina não entendia aquele jeito quieto e espontâneo do Zé. Mas sabia que o que sentia aumentava um pouco mais a cada dia. E como isso? Tentava esquecer, se anular, se perder. Mais não conseguia. Até que um dia teve uma grande surpresa. O Zé havia se apaixonado por ela e só por ela, pelos seus pequenos e belos olhos verdes. Havia se encantado pelos seus olhares suaves que disparava em sua direção. Gostava do jeito que ela o conduzia pela vida a fora. E então não mais se conteve. Foi recíproco, como nos filmes antigos que os casais se namoram pelo olhar. Beijaram-se. E aquele beijo aconteceu diante de uma platéia anônima que passava despercebida por aquele lugar. Sem saber que ali começava um grande amor. Abraçaram-se. Como se aquele abraço estivesse guardado há muitos anos. Como se ela houvesse esperado muito tempo para descobrir que aquele rosto era o rosto do seu amor. Que aquela companhia do Zé era a companhia que em oração pedia todos os dias a Deus. Como se sensação de medo fosse anestesiada pela sensação do amor. A Menina não havia perdido o gosto pelo afeto. Nunca tivera sido fraca para relacionamentos. Mais a verdade é que o que veio antes é que nunca foi forte o suficiente para prender a Menina.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Eu quero.#

O teu bem. Nada de amorzinho barato, de coisas pra ficar pra depois, nem nada tão comovente. Simples. Lindo. Como algo que eu possa tocar! Nada dessas coisas de “felizes para sempre”. Ser segurança pra você, a tua vontade de querer sempre mais e mais me amar, de fazer por onde me merecer. Quero ser teu amor, avassalador, que perturba, mais que também te traz calma, colo, acolhimento. Quero ser parte dos teus sonhos, quero estar  no teu futuro, no teu passado, no teu hoje, e em todas as escolhas que você tiver que fazer. Quero ser tua saudade que acontece constante, mesmo estando comigo. Eu quero ligações ás 5:45 da manhã, só pra dizer que me ama, porque mesmo sendo tão cedo, isso tudo compensa. Quero ser a tua vontade de cuidado contínuo. O teu aperreio, os teus sorrisos. Eu quero surpresas, beijo no olho, flores em meses de aniversário nossos. Quero ser as lembranças boas, o eterno caso. Quero receber tuas cartas, tuas mensagens do nada, mais que me arrancam GRANDES e belos sorrisos. Quero ser tua insônia, mais não aquela insônia que incomoda, mais aquela que não deixa ninguém dormir, porque a felicidade toma conta. Quero ouvir você me dizer que te chamaram de louco, porque te encontram sorrindo sozinho, do nada, soltando beijos para o vento. Eu quero ser teu medo de perder o teu bem, o bem mais precioso que é seu. Quero ser tua felicidade de bem natural, ser teu bem, e só teu, todos os dias, do mesmo jeito que você virou meu bem, e é meu bem!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

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"Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você." CFA

Perguntas. #

Sinceramente eu me rendo. Eu desarmo. Eu assumo essa saudade que me sufoca. Eu te falo com tudo que eu tenho que não dá mais para mim. Sei que tô te perdendo cada dia mais. Sua falta tá me consumindo. Me tirando a paz. Eu olho tanto pra esse telefone, penso em te ligar, mas de onde tirarei tamanha coragem? E se você mudar porque eu te procuro? E se ao invés de melhorar tudo vá para o ralo de vez? Ô moço, eu tenho tantas perguntas, tantas dúvidas, mais o que fazer? Por onde ir? Queria te levar pra onde fosse. Pra longe. Longe de qualquer dor. Qualquer medo. Qualquer pessoa. Longe de TUDO. Te proteger, cuidar de você. Te amar sabe? Aquele amor tipo mãe, avassalador, que quer só pra si. Mais e se você, filho de uma mãe, pra não dizer o que realmente eu tô pensando, não quiser vir? O que eu faço de novo? Te deixo por lá é? E porque você não fala seu merda? Ando com a sensação de que vivo falando com as paredes, que tenho feito planos pra jogar fora como poeira na frente do ventilador! Você vai e volta tantas vezes, porque não se resolve? Ou fica por aí, ou fica aqui e comigo! Resolva-se, você não se diz tão homem pra tantas coisas? Então resolva isso também. Eu vou viver tá? Com ou sem você, eu apenas vou!

Se a fé remove até montanhas,o desejo é o que torna o irreal possível. Nando Reis.

Eu gosto de você. #


Eu gosto de você. Gosto mesmo e muito. Gosto de estar com você, de seu jeito desajeitado, se ajeitando do meu lado, das suas conversas, dos seus cuidados, do seu carinho, do seu amor. Da nossa troca de apoio. Eu gosto de você porque mesmo você sabendo dessa chatice toda que eu sou, você me aguenta e não me deixa. Eu acho bonito o jeito que você cuida de mim, que me faz sorrir, que me beija o olho, que morde meu queixo. Eu gosto das suas brincadeiras, claro que não de todas, de algumas apenas. Gosto dos seus ciúmes bobos, de quando puxa os meus cabelos, mesmo odiando que os puxe, mais sendo assim você, tá tudo bem! Odeio sua curiosidade instantânea, momentânea, o qualquer coisa passageira. Eu gosto de ouvir você falando bem de mim, gosto de você porque você gosta de mim, do que eu faço, do que escrevo. Eu acho lindo esse orgulho que você tem por mim. Eu gosto de você, porque você mora em mim.  Eu não gosto de você quando você briga comigo, quando grita pra poder terminar uma discussão, quando é grosseiro. Eu odeio quando você me faz chorar. Eu gosto da sua presença, de sentir seu cheiro, de abraçar você. Eu não imagino, e nem gosto de pensar eu sem você. Eu quero muito você perto, sempre! Pra sorrir, sorrir muito, pra ter ombro pra chorar, pra fazer comida pra você, pra dormir junto no meio do filme, pra acordar e encontrar você ali, olhando pra mim. Porque isso é amor sabe? Amor de verdade, amor que não dói. Amor construtor. Eu amo você porque se hoje eu sou essa criatura “perfeita” que aceita os erros e acertos dos outros, é por causa de você. Por você ser, por você estar.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Agora.#


Eu sinto muito por nós dois. Dessa vez eu apostei bem alto que iria dá certo. Sem medir conseqüências sabe? Eu simplesmente fechei os olhos, esqueci o que passou e fui. Eu pensei que nunca mais em minha vida eu iria sofrer por algo, ou por alguém. Porque eu pensava que você estaria comigo, me dando todo amor preciso, cuidando, protegendo. Mais, quando é “eu e você”, tudo muda. Eu não tenho medo do futuro, mais da solidão que bate na minha porta. Tem sempre um passado que nos destrói, uma sombra que nós sempre fugimos. Mais e adianta? Não! Volta e meia tudo volta a acontecer novamente. Eu não tenho peito pra isso mais. Por mais amor que eu tenha a você! Desculpe amor, mais o medo que me “arrudeia” é muito maior do que acreditar que agora é pra valer. Eu tentei, e tentei muito! E essas minhas tentativas frustradas, são tão frustradas quanto viver com você. Aí eu te pergunto da pra ser feliz assim? Com todas essas pulgas atrás da orelha? Com tantos empecilhos? Nunca, não vamos ser felizes nunca desse jeito meu amor. Eu sinto muito por nós dois, mais essa é a realidade, a realidade que nós insistimos em não querer ver!  Por mais que nos amemos, só amor não é suficiente, pra duas pessoas permanecerem juntas. É muito mais do que isso! Precisamos abrir nossos olhos, prestar muita atenção no que o tempo tem feito com as nossas vidas e com nós dois. Eu amo você e muito, mas há muitas coisas que impedem de eu te amar com tudo que posso, com tudo que tenho!

Quem sou eu? - PG. #

Quem sou eu?
Pra que o Deus de toda terra
Se preocupe com meu nome
Se preocupe com minha dor
Quem sou eu?
Pra que a Estrela da manhã
Ilumine o caminho
Deste duro coração
Não apenas por quem sou
Mas porque Tu és fiel
Nem por tudo o que eu faça
Mas por tudo o que Tu és
Eu sou como um vento passageiro
Que aparece e vai embora
Como onda no oceano
Assim como o vapor
E ainda escutas quando eu chamo
Me sustentas quando eu clamo
Me dizendo quem eu sou
Eu sou Teu
Eu sou Teu
Quem é você?
Quem sou eu?
Pra ser visto com amor
Mesmo em meio ao pecado
Tu me fazes levantar
Quem sou eu?
Pra que a voz que acalma o mar
E acaba com a tormenta
Que se faz dentro de mim
Eu sou Teu Senhor!
Jesus eu sou Teu
Eu dependo de Ti
Me abraça Senhor
Quem temerei?
Quem temerei?
Se eu sou Teu
Eu sou Teu...