Ele estava ali. Muito antes de eu chegar. E fico me
perguntando, será que quando te olho, você também se sente paralisado? Porque é
assim que me sinto. Quase sem ação alguma. Sem voz. Sem chão. E você já
percebeu, né? E nem sei disfarçar. Não sei esconder o riso que fica querendo
sair do canto da boca e ganhar a face inteira. Basta você chegar pra eu
sentir o coração vir bater na palma da mão, (quanta “melosidade”). Você nunca
me beijou. Nem me tocou. Mas sinto como se já te pertencesse há muito tempo. Foram tantos amores que nunca foram meus.
Mas mesmo você não sendo meu. Sinto como se já fosse. Vem diz pra mim que isso
é loucura, e que você também não quer. Resiste.
Se entrega. Rodopia. Faz dessas sensações algo inédito dentro do peito. Me olhe, me contemple, me admire. Faz de
mim o reflexo do que vejo em você. E se fosse antes? Se a chegada fosse
antes, me diz o que faria? Então, esvazia essa alma, lave com água limpa e venha. Eu guardei pra você algo que
nunca mostrei. Guardei nas minhas
orações. Mesmo ainda não te conhecendo, nem te tendo. Mas agora eu sei, eu fecho os olhos e sinto. Vem de você
essa alegria toda pra acrescentar com a minha. Ah, como são normais seus sorrisos, suas piadas, seu charme. Tudo vem tão natural, tão
real. Me diz quem é você que não se
preocupa com as roupas ou com o cabelo. Mas que sempre que surge é tão
bonito. Revela se você treina todas
essas gargalhadas antes de soltá-las. Ou se é tão espontâneo como seus olhares
quando cruzam com os meus. Me envolve, se envolve. Junte os seus aos meus
desejos. Venha ser feliz aqui. Deixe rolar, acontecer, florir.
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