Quer saber? Faz tempo, mas muito tempo
mesmo, cara, que eu tenho tentado me despedir de você [é, parece que eu to ouvindo
você dizer: Toda a vez faz tempo, que você vem tentando!], mas você nunca vai.
E acho que isso só irá acontecer no dia em que eu morrer, se é que só assim irá
resolver. Você vive preso nos meus olhos e aonde quer que eu vá, eu ando te
procurando. E pra que eu escrevo? Se escrever pra colocar pra fora tudo que eu
quero gritar, é o mesmo que tá falando pra você? Só. É como eu vivo, desde que
comecei a amar você. E a culpa é sua, eu sou responsabilidade sua,
responsabilidade do que você cativou. Sou seus erros e defeitos. Sua felicidade
de fachada. E o pior, é que eu sofro essa sua vidinha medíocre. Você sabia que
eu seria sempre sua, como fui ontem, como fui hoje e como iria ser amanhã, e
depois, e depois... Mais você, você... Que caos que eu ando. Eu quis ir te
buscar, sabe? Te dá uns tapas, fazer você enxergar. Mais enxergar o que? Se nem
eu consigo ver um palmo na frente do meu nariz? E eu que pensei que amor fosse
a coisa mais linda desse mundo de meu Deus, doce ilusão garotinha! E se eu te
encontrasse? Eu sei a resposta, essa minha pose de “macho” iria sumir como poeira na frente do ventilador. Eu queria
que você tivesse ouvido todas as vezes que eu cantei sozinha debaixo do edredom
“Estranho seria se eu não me apaixonasse
por você / O sal viria doce para os novos lábios /Colombo procurou as índias,
mas a terra avistou em você
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