Por Karen Chayene.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vá! .#

Quer saber? Faz tempo, mas muito tempo mesmo, cara, que eu tenho tentado me despedir de você [é, parece que eu to ouvindo você dizer: Toda a vez faz tempo, que você vem tentando!], mas você nunca vai. E acho que isso só irá acontecer no dia em que eu morrer, se é que só assim irá resolver. Você vive preso nos meus olhos e aonde quer que eu vá, eu ando te procurando. E pra que eu escrevo? Se escrever pra colocar pra fora tudo que eu quero gritar, é o mesmo que tá falando pra você? Só. É como eu vivo, desde que comecei a amar você. E a culpa é sua, eu sou responsabilidade sua, responsabilidade do que você cativou. Sou seus erros e defeitos. Sua felicidade de fachada. E o pior, é que eu sofro essa sua vidinha medíocre. Você sabia que eu seria sempre sua, como fui ontem, como fui hoje e como iria ser amanhã, e depois, e depois... Mais você, você... Que caos que eu ando. Eu quis ir te buscar, sabe? Te dá uns tapas, fazer você enxergar. Mais enxergar o que? Se nem eu consigo ver um palmo na frente do meu nariz? E eu que pensei que amor fosse a coisa mais linda desse mundo de meu Deus, doce ilusão garotinha! E se eu te encontrasse? Eu sei a resposta, essa minha pose de “macho” iria sumir como poeira na frente do ventilador. Eu queria que você tivesse ouvido todas as vezes que eu cantei sozinha debaixo do edredom “Estranho seria se eu não me apaixonasse por você / O sal viria doce para os novos lábios /Colombo procurou as índias, mas a terra avistou em você ”. Rum [risos] eu cantava pra mim, e só hoje eu percebo isso. Foi tudo por você. E me dói ver que você é assim: Inconsequente demais. E nem tampouco verdadeiro. E por que junto com a minha despedida de você, não se vai também os meus [seus] costumes seus? O singelo piscar de olhos, o eterno ciúme do que não é mais meu? Eu não tenho esse direito! Vá, pode ir! Leve tudo, por favor, faça pelos menos isso! Leve os sorrisos, as caminhadas, leve as lembranças também . Porque tudo que eu quis, foi tudo que você não quis. E aí, só fica o vazio mesmo. O oco! A ilusão minha de você “meu”.

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