Por Karen Chayene.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dizem que tenho um coração de pedra...


Escuto isso há muito tempo, nunca levei a sério. Entretanto, de uns tempos pra cá, começo a acreditar nesta indagação. Não me orgulho disto, como a dizem: "isso é um mecanismo de defesa", tomara que seja, pois não faço de caso pensado. A verdade é que fujo da luta, é difícil de aceitar, mas é a verdade. Se você escarrar o seu rancor na minha cara, não revidarei, a prova do meu amor é ter te deixado ir, não me julgue, agora não, mais tarde, quando somente o banzeiro bater nos teus calcanhares, quando a brisa quente e úmida da saudade der um sopapo no teu rosto, lembre-se de mim como aquele que roubou o teu sorriso por um instante, instante este que valará por mil sons tristes e melancólicos ouvidos pelos amantes solitários. Se estou só, não posso te odiar, não mereço a tua companhia, então guarde o seu fôlego. Eu desejei não ter a tua amizade, pois assim não teria arrependimento de te magoar.

A minha inocência desapareceu e fiquei apenas com os meus pecados. Se ainda posso mudar, não quero saber. Anjos mentem para manter o controle.

Se você ainda se importa, nunca me deixe saber!

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