Por Karen Chayene.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Conversa. #

  Depois de “muito tempo” sem encontrá-la, fugindo de seu olhar, de seu amor, por um medo sem explicação, ele percebe que nada que ele buscou até hoje depois de deixá-la, pôde suprir a sua ausência e a falta que ela fazia. Que nada, nem ninguém preenchiam aquele vazio no peito dele. Ele volta a procurá-la com medo de sua reação, mais medo maior ele tinha de perdê-la pra sempre. Do outro lado ela se encontrava até então serena. Até que o telefone toca, ela sem pensar muito atende, o coração batia tão forte que chegava a doer, os lábios perdera a cor no piscar de olhos, e ela diz:

Ela: Oi João! Tudo bem?
Ele: Oi minha pequena, tudo melhorando! E você como está?
Ela: Tudo em perfeita ordem, graças a Deus! Mais porque você me ligou, tanto tempo sem nos falar, o que você quer?
Ele: Tempo demais pra o meu gosto, mais eu preciso falar com você, não sei se pra você está na hora, mais pra mim a hora chegou...

A pequena dele sem entender nada, fazia várias perguntas a ela mesma dentro de sua cabeça tão confusa.  (O que será que ele quer depois de tanto tempo? / O que aconteceu? / O que mudou? Será que ele quer brincar novamente?).

Ela: Hora de que? O que você está falando? Seja mais claro!
Ele: Hora de nós dois sermos felizes, é disso que eu estou falando, hora de te contar tudo, de te explicar tudo.
Ela: Nós dois? Não há mais “nós dois”. Há muito tempo que isso acabou inclusive por uma escolha sua, diga-se de passagem!

O amado João da pequena, perder então a fala, e o silêncio rola solto. Mais não perdera a esperança de conversar com a pequena. Ele chora, respira fundo tentando encher os pulmões de ar e fala mais uma vez:

Ele: Eu sempre tive medo de algum dia te procurar e você dizer que era tarde, que já não havia amor por mim, que tudo se acabou. Mais mesmo que você me fale isso, eu preciso que você saiba do amor que eu tenho por você, de como foi ruim todo esse tempo longe, como doeu olhar pra você e não encontrar o teu olhar pra me também, como doeu não ter seus sorrisos, como esse seu silêncio também me consumia. Te ver e não chegar perto, por medo, por um orgulho idiota, por essa pose de macho. Eu sinto a sua falta minha pequena, e eu demorei muito pra entender o que realmente você é pra me. E essa dor me consome, me machuca, me perturba. Me perdoe, mais uma vez, por favor me perdoe!

Ela chora desesperadamente, enfim ela houve o que tanto sonhou durante anos. Não consegue falar, apenas chora. Tanta coisa passa em sua cabeça. Como depois de tanto tempo, ele reaparecer falando tudo aquilo, ela já não sabia se o certo a fazer era aceitá-lo, mais também não tinha nenhuma certeza se o mandaria embora. E então ela ainda chorando fala:

Ela: “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba”. Eu estaria mentindo se dissesse que não sinto a sua falta, que eu não te amo mais. E só Deus sabe o quanto eu esperei por esse dia. Como vai ser daqui a dois minutos eu não sei, só sei que agora o que eu preciso é ver você!                                                                          

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