"Tu, porém, vigia em tudo, suporta as provações, faze o trabalho de um evangelizador" [2 Tm 4,5].
Superar o sofrimento significa não negá-lo, mas vivenciá-lo e sair dele transformado. Negar, remover, e preparar externamente as causas desse sofrimento ou até continuar sem mostrar, a cozê-lo em fogo brando interiormente, como eternamente vítimas, não faz crescer psicológica e nem espiritualmente. Não gostamos de sofrer, e sim desejamos eliminar a dor totalmente. Desde os nossos primeiros dias de vida queremos o fim do que nos incomoda. O tédio e o desconforto das nossas aflições e sofrimentos nos fazem suspirar: "Já chega!" Com o tempo aprendemos que a dor nos alerta, mas também faz crescer o anseio pelo seu término e o alívio final. Negar o sofrimento e permanecer dentro dele como vítima, não faz crescer, não transforma. O sofrimento faz parte da vida. Somente a parte espiritual que habita em cada um de nós, nossa parte divina, eterna, pode vencer fracassos como se fossem vitórias e sofrimentos como se fossem alegrias. Não existem pessoas que nunca tenham provado o sofrimento e a dor. O sofrimento é pessoal, cada um tem seu próprio sofrimento e modo de sofrer. O sofrimento do coração é sombrio, rude, e sem esperanças para nós, enquanto o sofrimento físico não cria a mesma angústia para nós. O inimigo, sobretudo leva-nos a crer que o sofrimento torna-se medonho, terrível e, por isso vivemos como pessoas não amadas por Deus. O sofrimento parece que abraçou o mundo. Mas com fé e esperança em Deus, tudo se alcança, pois Ele não nos abandona. Até o infeliz quando clama a Deus ele ouve. Vamos nos colocar mais de joelhos e orar.
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