Por Karen Chayene.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O João e o Zé.#


Certa vez eu encontrei com o João, depois de algum tempo longe um do outro. Ele continuava olhando pra me do mesmo jeito, o mesmo cuidado, aquele amor que me sustentava, onde quer que eu fosse. E ele naquele dia me falou que eu havia nascido pra não me apaixonar por ninguém. Eu até concordei, pelo menos naquele dia, naquela hora. Não sabia o João, que ele fez eu me apaixonar novamente e por ele. Fez-me esquecer ás magoas que outra pessoa havia causado. E que depois dele, mais ninguém, causou tanta alegria dentro de me. O amor que o João passava pra me com os seus gestos, atitudes, conversas, cuidados. Me fez querer, fazer o mesmo por ele enquanto eu o tive ao meu lado, e me fez agir da mesma forma com o Zé, depois que ele se foi. É estranho falar deles dois. O Zé é um porre. Uma chatice em pessoa, sem tantos cuidados, mais com uma forma linda, maravilhosa de me fazer sonhar, de me fazer querer sempre mais, único em me tratar e em me fazer tão feliz. De me olhar e me desconcertar. O Zé é o amor que eu aprendi. O João o amor que me ensinou. Pessoas totalmente diferentes, mais que causaram a mesma bagunça dentro de me, aquela sensação de: “Meu coração ta parecendo uma escola de samba.” E eu sou literalmente grata! O João deu um rumo na vida dele, e acho que vive feliz hoje. O Zé vive aqui do meu lado. Me arrancando a paz e colocando de volta. Me fazendo perder o controle quando o vejo. O Zé tem me ensinado a amá-lo todos os dias, como se fosse a primeira vez. E eu sou tão feliz ao lado desse meu Zé. 

Certas coisas são tão evidentes, apesar de inexplicáveis, que a gente não pode deixar de acreditar.  CFA

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