Oi filho! Onde é que você vai com tanta pressa? Com esse ar de quem tem muito o que fazer? Senta aqui, vamos conversar! Tenho te acompanhado ao longo desses anos e hoje os seus olhos me revelam tanta sede, e eu não sou indiferente a sua dor. Mas tem coisas que eu não faço, não são minhas, dependem do seu querer. Tu me pedes um milagre em tua vida, e eu te dou, o milagre vai por dois lados: Um é meu, e o outro eu deixo com você! E quando algo dá errado, você vem e joga toda culpa em mim! Mais amado foi onde você colocou seu milagre no lugar que não era certo. Aí você vai embora, vai procurar o que superficialmente te preenche e não é aí filho que você vai encontrar o que precisa. Chegue mais perto, não tenha medo. Não diga nada, silêncio é a palavra que não faz segredo. Eu estou aqui, e se preciso for enxugo o teu rosto, porque tuas lágrimas são fragmentos da tua história, e a qual eu conheço bem. Eu te vejo amarrado em tantos erros, machucando tanta gente sem saber, ficando infeliz pouco a pouco. E filho eu te chamo mais uma vez, por favor, queira voltar! Não prometo dar- lhe um jardim de flores, mas prometo te dar forças para poder plantá-lo. Estarei contigo no cultivo. Te consolarei se assim for preciso. Te ajudarei a compreender, pois eu sou o verbo do princípio feito em carne, sou o Deus que resolveu te dar um novo coração. Estou a te esperar, me visite filho, não tarde em chegar. A casa é a mesma, o endereço também. E a distancia estar a uma oração. Quero ser pra você feito sombra, descanso sem fim. Tome posse de tudo que eu te dei, é teu direito e herança, és imagem e semelhança. Eu prometo transformar o vale de problemas em porta da esperança. Filho, o propósito da poda é melhorar a qualidade das rosas, não ferir as roseiras. E lembre-se eu tenho uma maneira peculiar de usar aquelas pessoas que o mundo chama de “ninguém”. Eu te aguardo!
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