Por Karen Chayene.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Menina.#

Aí lá vem ele de novo, peito aberto, cheio de planos, tantas conversas. E ela, coitada, mais uma vez aposta todas as suas fichas nele. Resultado: Ela perde as fichas, chora sozinha e baixinho. Tem até vergonha de contar pra as amigas mais uma decepção com ele. Pobre menina continua acreditando nele, age da mesma forma desde o primeiro dia. Sabe de tudo. De sua forma arrogante, de toda sua futilidade. Mais mesmo assim insiste e persiste! Acredita nas conversas do dito cujo e acaba frustrada.  Mais o pior não é isso, e sim a capacidade dela de passar por tudo e depois voltar a fazer novamente. Pobre menina, então me diga por que choras? Se tu o conheces mais do que a ti mesma. Será que não é a hora de reinventar? Virar do avesso, quem sabe você descobre que do avesso é o lado certo?! Encontrar outros risos, outros olhos, outros carinhos. Viver então menina! Apoiar-se em outros ombros, segurar outras mãos. Você anda tão escondida por trás disso tudo. Afogada num mar de esquecimento das coisas, fuja menina! O começo do mar da realidade é bem mais proveitoso! Você então ficará cheia, contemplada por tamanha imensidão de beleza. E o feio rapaz, continuará lá, feio! Contemplando as “virtudes” que ele pensa que tem. E você menina, você vai viver. Vai olhar pra trás, mas apenas pra dar boas risadas. É a vida menina, se jogue, porque isso é viver. É se machucar, chorar, sorrir, brincar. É ter sempre um coelho a mais na cartola. É ser como uma Fênix, renascer das cinzas.
Quem é essa menina do céu cor-de-rosa?
Não sabe se ri, não sabe se chora
Se ama ou se gosta
Sabe só que quer viver
Com alguém.

Nenhum comentário:

Postar um comentário